
Não tem sentido falar que o verbo mais famoso do momento não tem valor algum. É ele que dita as regras da comunicação. É ele que vem fazendo o bom e o ruim da comunicação. E o bom e o ruim da comunicação sempre existiram, já nos meios mais tradicionais. Só que "compartilhar" agora tem uma força tão grande e inimaginável que ninguém, em coisa de poucos anos atrás, poderia mensurar a dimensão. E compartilhar dá trabalho. Lá se vão algumas horas diárias para atualizar facebook, twitter, orkut, blog e dar uma espiadinha no msn. Fora todas as ferramentas e aplicativos que vem no pacote.
Deusmelivre alguém achar que estou dizendo que tudo isso é inútil. Não é. O que é inútil, às vezes, é o motivo pelo qual se perde o tempo com isso. Aquela exibição pessoal exacerbada ou o simples fato de fuxicar os álbuns alheios não ocupa o tempo de forma muito produtiva não. Ou ter um mil amigos no orkut sendo que com mais da metade você nunca falou pessoalmente. Trocar a vida real pela virtual muito menos. Tem gente que passa o dia conectado na rede e desconectado da vida. Poxa, na vida real tem coisas boas também como "compota de figo verde" e "algodão doce azul", né Ander? Tem amigo-secreto de Páscoa e bilhetinhos anônimos no mural, né colegas do Arauto? Esses dias minha irmã me disse que, do jeito que a coisa anda, horas dessas estaremos eu e o Samuca (namorido) falando por msn dentro da mesma casa. É claro que não. Se evitarmos! Tem que se tirar um tempo pra vida real, para um chimarrrão em família né, Pati? E tenho certeza de que até a Eliz, a hipermídiado TL, deve concordar comigo.
Mas também, não dá pra descartar o poder destas ferramentas. E não dá mesmo. Principalmente quando você tem algo bom a compartilhar. Uma empresa para divulgar, uma ideia pra defender, uma opinião interessante, algo novo que aprendeu, uma frase engraçada para os outros rirem, uma ajuda para pedir, etc. Tanta coisa que tem de bom aí, é só selecionar. Compartilhar informação é tudo de bom, sim. E selecionar o que se compartilha e o que se recebe é a prova da democracia da comunicação. Já se foi a época que a mensagem era transmitida de "A" para "B". Hoje, a gente deve se perguntar: quem é o "A" e quem é o "B"? E o "C" e o "D", que tem de monte por aí? A informação é circular, ela está mais aflorada do que nunca e, exageradamente (ou não), dá para quase afirmar que tem informação até nas partículas de oxigênio.
É meu amigo, você que nasceu na década de 80 como eu, tá na hora de fazer um twitter. E usá-lo pro que há de bom! Eu também vou pensar no assunto.
( Escrito em 14/04/2011. Hoje eu já tenho twitter.)
Bjão da Mi!
0 pitacos:
Postar um comentário
Então, já que veio até aqui, dá um pitaco!